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3 reflexões que a exposição ComCiência desperta em seus visitantes

Quem acompanha o blog já deve ter percebido que eu gosto muito de visitar exposições, especialmente àquelas que instigam nossos questionamentos.

Não sou técnica sobre o assunto, porém acredito que mais importante do que analisar o traçado, as pinceladas, as cores e texturas de uma obra artística, é senti-la. É tentar entender o quê está por trás, qual a mensagem que o artista quer passar através dela, é mais do que admirar o trabalho em si, é idenfificar essa mensagem e refletir sobre ela..

Dias atrás compartilhei como foi a minha experiência ao visitar um desses tipos de exposições: "Em busca do destino" de Chiharu Shiota, e hoje trago mais um ótimo exemplo desses casos, a mostra "ComCiência" da artista australiana Patrícia Piccinini.


Exposição ComCiência, CCBB-SP
Exposição ConCiência (Foto: Simone Silva)

Em cartaz no CCBB-SP, as esculturas traz um realismo incrívelparecem estar vivas, assim como as do seu conterrâneo Ron Mueck.


Exposição ComCiência, CCBB-SP
O observador (Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
Parece real (Foto: Simone Silva)

A impressão que temos é que a qualquer momento elas irão se mexer e interagirem conosco, são impressionantes!


Exposição ComCiência, CCBB-SP
Impressionante (Foto: Simone Silva)

Porém, mais do que admirar tanta perfeição é perceber outros detalhes e entender que a mostra nos faz repensar sobre assuntos importantes e atuais.

É justamente isso que quero compartilhar com vocês, por isso trago 3 reflexões que a exposição desperta na maioria dos seus visitantes. Vamos lá? 

1) A primeira impressão NÃO é a que fica:
Diferente do famigerado ditado popular "a primeira impressão é a que fica", nesta exposição acontece o contrário.


Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
A força de um braço (Foto: Simone Silva)

Num primeiro momento (fotos acima), o sentimento que temos ao ver às esculturas é de repulsa, de aflição, mas quando nos aproximamos e prestamos mais atenção, podemos perceber que possuem expressões fraternas, que apesar de criaturas estranhas tem um sorriso bondoso, um olhar amável, uma face serena.


Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)


Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Acho que devemos trazer isso para o nosso dia-a-dia, precisamos dar uma segunda chance às pessoas com quem, num primeiro momento, não nos simpatizamos.

Quem sabe com essa atitude, podemos ter boas surpresas e ver que a primeira impressão foi equivocada.

E aí, vamos tentar colocar em prática? ;)

2) Respeitar e saber conviver com as diferenças:
Nos últimos tempos o que mais aparecem nos noticiários são casos de intolerância e total desrespeito contra pessoas, apenas por divergirem de suas opiniões ou por não serem iguais a elas. Como se fosse possível alguém ser igual a outro, tola ilusão...

Na exposição, quando as criaturas incomuns estão ao lado dos seres "normais", nota-se claramente que não há rejeição entre eles, muito pelo contrário, há carinho e amor.


Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Podemos observar também que em todas as esculturas que acontece esse encontro, o ser "normal" é representado por uma criança, pela sua pureza de coração e desprovida de discriminação.


Exposição ComCiência, CCBB-SP
O visitante bem-vindo (Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
A confortadora (Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
O tão esperado (Foto: Simone Silva)

Portanto, seja de ordem religiosa, política, física, cultural, sexual, raça, não importa, devemos respeitar as diferenças!

3) Até que ponto a ciência deve agir?
Esse é o principal questionamento. Com o avanço tecnológico e científico deve-se tomar cuidado para não "brincar de ser Deus".

Não sou contra esses avanços, muitos deles são necessários e ajudam inclusive a curar doenças, a melhorar a vida de pessoas portadoras de necessidades especiais e tantos outros benefícios. O que não podemos é querer transferir nossas responsabilidades e criarmos coisas que nos substituam ou que ultrapassem o valor da necessidade, tornando-se apenas um capricho, um luxo, um status de poder.

"E se pudéssemos criar seres para nos substituir em tarefas "mundanas" como amamentar nossos filhos, colocá-los para dormir...enquanto nos ocupamos com tantas outras coisas importantes da vida moderna?" (Marcelo Dantas: curador)

Já pararam para pensar nisso? Que total descontrole seria!


Exposição ComCiência, CCBB-SP
Indiviso (Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
Grande mãe (Foto: Simone Silva)

Exposição ComCiência, CCBB-SP
(Foto: Simone Silva)

Devemos ter consciência, bom senso, limites, caso contrário não seremos nós que comandaremos as "máquinas/criações" e sim seremos dominados e comandados por elas.

E vocês já visitaram essa exposição? Quais foram as suas impressões e reflexões? Contem-nos! Deixem seus comentários!

Mais informações: 
CCBB-SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Bairro:  Centro - São Paulo/SP
Telefone: (11) 3113-3651/3652
Data e horário: Até 04/01/2016 - De quarta a segunda das 9h às 21h
Ingressos: Entrada Gratuita
Site: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/sao-paulo/


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Abraços e até o próximo embarque!




2 comentários:

  1. Olá!!
    Eu fui na exposição também e adorei!! Achei lindas as esculturas e toda a proposta da autora! fiquei encantada! bjoo

    www.taviajandomenina.com.br

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    Respostas
    1. Olá Natascha! É realmente uma exposição marcante, eu também me encantei! bjs

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