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A capital do Lobisomem - Especial Dia do Folclore

Lendas, mitos e "causos"

Amanhã dia 22 de agosto comemora-se no Brasil o Dia do Folclore! Aposto que muitos de vocês não recordavam mais desta data, não é mesmo? rs

Atualmente nosso rico folclore passa despercebido e até mesmo esquecido por muitos de nós, o que é uma pena.

Sem falar ainda, quando esse tema gera uma série de polêmicas.

O fato é que o folclore brasileiro faz parte da nossa cultura e ao meu ver deve ser lembrado e passado de geração para geração.

Foi pensando nisso que hoje compartilharei um passeio que fiz sábado passado (15/08/2015) à cidade de Joanópolis, um local que "respira" folclore, tanto que é conhecida como a Capital do Lobisomem.

Joanópolis: a capital do lobisomem (Foto: Simone Silva)

* Como tudo começou?
A cidade de Joanópolis está localizada na divisa entre os estados de SP e MG, próximo a Extrema/MG.

Possui como principais atrações turísticas: a Cachoeira dos Pretos, a gastronomia e, claro, a lenda do lobisomem rs

As histórias contadas pelos moradores sobre esse mito são muitas e já vem de um longo tempo.

Mas vocês devem estar perguntado: como surgiu esse título de Capital do Lobisomem?

Tudo teve início, quando a professora e folclorista Maria do Rosário de Souza Tavares de Lima, neta de Anselmo Caparica, o fundador da cidade, resolveu usar o mito lobisomem como tema de sua tese de mestrado.

Para isso, realizou uma pesquisa de campo onde anotou e catalogou as histórias que ouviu, chegando a conclusão que de todos os locais pesquisados, Joanópolis era onde mais havia histórias a respeito.

Defendeu sua tese em 1983 e no mesmo ano lançou o livro Lobisomem: Assombração e Realidade.

(Foto: Divulgação)

A partir deste livro, o primeiro a tratar sobre esse assunto, a cidade de Joanópolis ganhou notoriedade na imprensa, foi matéria na TV Globo, Folha de São Paulo, Estadão entre outros.

Foi neste último (Estadão) que um jornalista mencionou que Joanópolis poderia ser considerada a Capital do Lobisomem.

No início os moradores não gostaram deste título, até que em 1998 foi criada a Associação dos Criadores de Lobisomem e começou a resgatar o imaginário das pessoas.

Ministraram palestras nas escolas falando sobre a importância do folclore, dos contadores de histórias, as pessoas aprenderam a brincar com essa história e desde então a lenda do lobisomem se fortaleceu e está presente até hoje na cidade.

* A lenda:
Reza a lenda que o último filho de uma sequência de sete, será lobisomem. Fato este que pode ser revertido, caso seja batizado pelo irmão mais velho.

Dizem que ele se transforma nas noites de lua cheia, da quinta para a sexta e passa por 7 cidades, 7 cemitérios ou 7 igrejas, voltando para casa antes do amanhecer e retornar a forma humana.

Lobisomem (Foto: Simone Silva)

Como identificá-lo? :O

As características físicas e de comportamento são: alto, magro, sobrancelhas grossas, pele amarelada, vomita muito, além de ser bem reservado, quase não sai de casa. Segundo a lenda: é um ser estranho hehehe

No entanto, antigamente havia muitos casos de amarelão em moradores dos sítios, cujos alguns dos sintomas desta doença é deixar a pele amarelada e causar vômitos, ou seja, muitos deles levavam a fama sem ser hahahaha

* Algumas histórias de lobisomens:
Durante meu passeio à cidade participei de um bate-papo com o historiador e folclorista Valter Cassalho, atual presidente da Associação dos Criadores de Lobisomens.

Munido da típica simpatia dos interioranos, foi muito interessante ouví-lo contar os causos locais. Algumas histórias são:

O primeiro lobisomem da cidade foi o Sr. Anselmo Caparica, mas ele afirmava que não era rs. Tudo aconteceu por engano, em uma noite chuvosa em que seu cachorro saiu para rua. Para se proteger da chuva ele se cobriu com um pano peludo e saiu para procurá-lo. Quando o encontrou se abaixou para pegá-lo, nesta hora pessoas o viram e falaram que ele era lobisomem.

Outro tido como assombração era Godofredo Frederico, italiano, alto, magro e brincalhão, saía a noite vestido com uma capa preta e corria de quatro, atrás das pessoas para assustá=las, muitas delas acreditavam que ele era realmente um lobisomem.

Como sabem, em todo caso de assombração sempre encontramos alguém que garante ser realidade. Em Joanópolis há uma ocorrência de um policial que disse ter visto e que a fera pulou um muro de 4 metros.

* Turismo temático:
Quem quiser fazer um passeio temático pode participar da Trilha do Lobisomem que ocorre em todos os sábados de lua cheia na Pousada Monte Leone.

Consiste em uma brincadeira que promete ser muito divertida! É montada uma verdadeira campanha militar onde os participantes se reúnem e saem à meia-noite em busca da fera hahahaha

A trilha é pré-determinada e os organizadores garantem a diversão de todos!

Não participei deste evento, pois a viagem foi bate e volta, mas achei interessante. Mais informações neste link.

Sorriso amarelo de medo kkkkk 

Gostaram? Então não percam a segunda e última parte da minha visita a Joanópolis. Nela não falarei sobre lobisomens rs, mas sim darei dicas de passeios e gastronomia pela cidade. Não percam!

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Abraços e até o próximo embarque!

4 comentários:

  1. Adorei muito legal a cidade eu só não vou porque sou muito medrosa ainda mais sabendo que existe ''histórias'' de lobisomem hehehehe.
    Parabéns ♥

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  2. Poxa, verdade! A gente anda esquecendo nosso folclore que é maravilhoso!

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    Respostas
    1. Pois é, temos que resgatá-lo e difundí-lo mais e mais! ;)

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